“Quando a dor e o remédio são a mesma pessoa, é amor, meu amigo.”
“Antes, você costumava me abraçar e falar que tudo ficaria bem. Costumava me fazer rir quando tudo parecia perdido. A gente via o sol nascer juntos, mesmo não estando perto, mas que na verdade não fazia diferença, porque o sentimento era maior do que qualquer distância do mundo. Você fazia promessas, que nunca iria me deixar e até prometeu que um dia nós iríamos casar. Eu prometi que sempre te amaria. E era você, quem me fazia continuar por algum motivo que eu achei dentro de você. Hoje, você não está mas presente e por motivos fúteis te deixei partir. A minha vontade é de ir atrás e te trazer de volta para mim, mas esse maldito orgulho não me deixa ir. Enquanto você, não olha nem em meu rosto. E assim vamos levando, um distante do outro. Mas a minha promessa será válida até a minha morte, porque eu querendo ou não você ainda continua comigo dentro do meu coração. Querendo ou não você já faz parte de mim. Tudo aconteceu tão rápido, tudo foi tão diferente. E hoje em dia sinto falta disso tudo, tenho vontade de te gritar quando te vejo, tem vontade de sair correndo só para te abraçar e dizer o quando sinto sua falta. Hoje em dia vejo tudo o que passamos juntos, e por um motivo fútil não nos olhamos mais. Por uma simples besteira todo aquele amor se foi. E ainda me pergunto, será que você sente falta de tudo aquilo? Não vou quebrar a minha promessa por isso, não vou deixar todo aquele amor ir embora. Espero que daqui uns dias tudo volte a ser como antes.”
“A canção que mais toca em meu MP4 tem um trecho que diz “Don’t make me sad, don’t make me cry”. Isso parece um pleonasmo em dias como este, tudo parece confuso e cheio de solidão, com aquela dose alcoólica de nostalgia e monotonia, algo como ‘não me faça triste, não me faça chorar’ parece totalmente incoerente, mas ainda sim, belo. Porém tudo faz sentido, quando a dona da canção canta “Cause you and I, we’re born to die”. Pois essa é uma grande verdade, às vezes parece que nascemos para envelhecer e morrer, sem outras certezas, apenas nascemos para morrer. E o amor às vezes não é suficiente para mudar isso.”